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Estão tentando inventar o futebol sem contato

Estão tentando inventar o futebol sem contato. Parece que esse é o recado. Com a Pandemia o futebol ao mesmo tempo que fica mais pobre também fica mais distante. Os protocolos começam a ser acionados na Europa para volta aos treinos. Os apressados brasileiros para os quais a Pandemia começou bem depois e cujo pico está para chegar, também pensam em voltar aos treinos. Para mim uma insensatez. Enquanto houver perigo de contágio é melhor não arriscar.



Mas o lado financeiro está pesando. Mesmo os mais ricos do país estão sofrendo. Os pobres já estão mais acostumados e tocam a vida. A TV, aqui como na Europa, não se dispõe a pagar por jogos não disputados. É justo, não dá para discutir. Os clubes têm que fazer um esforço e contar também com apoio que nem sempre aparece das suas respectivas Federações.



Os clubes que estão voltando na Alemanha, e a partir de agora em outros países europeus, têm dito que nas movimentações os jogadores estarão em grupos reduzidos, devem guardar distância um dos outros e fazer uma higienização na roupa que vem de casa, se preocupar em se trocar em sala individual, se higienizar na volta para casa para não levar supostamente o vírus para seus familiares. E se o cara resolver dar uma fugidinha no caminho? Quem controla?



Os atletas farão treinamentos em grupos. Estarão juntos, mas separados. Aqui no Brasil, no Rio Grande do Sul, houve a liberação para volta ao treino. Cedo demais, a pandemia está com a curva subindo no Brasil, mas Grêmio e Internacional já anunciaram a volta respeitando protocolos de saúde. Todos dizem isso quando anunciam a volta.



O Mundo não será o mesmo depois da Pandemia. Pode ser, mas será melhor ou pior? Algumas profissões se valorizaram e outras tendem a desaparecer, assim como empresas e porque não dizer clubes de futebol deficitários também. É uma nova era surgindo. Uma seleção feita pelo Vírus, impensável há pouco tempo.



Só falta agora inventar o futebol sem contato. Jogadores terão que respeitar pelo menos um metro dos adversários. Jogarão com uma fita métrica no bolso ou então já, já inventam um aparelho sonoro para apitar quando alguém toca no outro. Daí seria falta. Falta de cuidado com a saúde e falta de jogo. O árbitro mais do que nunca será intocável. Não se aproxime mais de um metro. Corre risco até de expulsão.



Enfim, seria outro esporte. Já imaginaram no escanteio? Todos distantes uns dos outros. Se tocar é falta. Bom, teríamos menos cabeças quebradas e talvez um jogo mais solto, mas não seria futebol. Não esse que conhecemos. Vai aparecer alguém inventando um uniforme de corpo inteiro, pressurizado, igual piloto de Fórmula 1 ou Astronauta da Nasa, para se jogar futebol.



Pensando bem, é melhor esperar a Pandemia passar para a gente voltar a jogar futebol. Do jeito que está melhor evitar. A bola já tem sofrido tanto ultimamente. Deixa assim, vai.