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ENTRE O VERDE DA ESPERANÇA E O BRANCO DA APATIA


Todas as equipes, sem exceção, passam por excelentes e péssimos momentos. E quando um torneio é tão longo quanto o Campeonato Brasileiro, isso muitas vezes acontece na mesma competição. O Palmeiras é um ótimo exemplo disso: neste Brasileirão, entre 16 de junho e 24 de julho, venceu nove de dez jogos, sendo sete deles seguidos. E agora, menos de três meses depois, perdeu sete das últimas 11 partidas, e quatro delas na Arena Palestra Itália.

Daí o desespero que vem tomando conta da torcida alviverde. E o pior é que o maior problema nem é este, e sim que esta tamanha queda no desempenho da equipe, algo inimaginável há cerca de 90 dias, projeta um futuro muito nebuloso, isso para se dizer o mínimo.

O fim de ano do palmeirense pode ser bem diferente do que ele imaginava, e aqui me refiro a alguns fatores. O primeiro deles é a distância de 14 pontos - isso mesmo: 14 pontos! – do Atlético/MG, atual líder do Brasileirão, e mesmo faltando ainda 42 pontos para disputar, creio não ser mais viável (e nem mesmo sensato) apostar que o 11º título nacional do clube será obtido ainda nesta temporada.

Além disso, o Verdão já está três pontos atrás do Flamengo/RJ, hoje o segundo colocado, e com o detalhe de ter disputado duas partidas a mais. Aliás, se continuar nesta pegada, o time de Abel Ferreira corre o sério risco de não garantir nem mesmo uma vaga na fase de grupos da próxima edição da Libertadores caso não vença a final deste ano, no próximo dia 27/11.

E já que falei do torneio continental, neste a angústia da galera verde é tão grade quanto. A menos de dois meses da grande decisão de Montevidéu/URU, pelo menos até agora seu adversário, o Flamengo/RJ, que todos sabem ser já muito superior, a cada rodada aumenta ainda mais a certeza de que vencerá, e até com certa facilidade.

Sei que se trata de um outro torneio, de um único jogo e que acontecerá em um campo neutro, mas se continuar apresentando números mais próximos a equipes que lutam para não ser rebaixadas do que a times que buscam as primeiras colocações, o Palmeiras fará seu apaixonado e exigente torcedor temer não apenas a derrota (algo que, no íntimo, ele até já espera), mas também uma goleada semelhante, ou até pior, do que os 4 a 1 que levou no último sábado, e em casa, do Bragantino/SP.

Verde sempre foi a cor da esperança. O problema é que, ultimamente, o Palmeiras parece estar mais propenso a usar o branco – porém não o da paz, mas sim o da apatia.

Márcio Trevisan é jornalista esportivo há 34 anos. Escritor com cinco livros publicados, começou no extinto jornal A Gazeta Esportiva, onde atuou por 12 anos. Editou várias revistas, esteve à frente de vários sites, fez parte de mesas redondas na TV e foi assessor de Imprensa da S. E. Palmeiras e do SAFESP. Há 15 anos iniciou suas atividades como Apresentador, Mestre de Cerimônias e Celebrante, tendo mais de 450 eventos em seu currículo. Hoje, mantém os sites www.senhorpalmeiras.com.br e www.marciotrevisan.com.br. Contatos diretos com o colunista podem ser feitos pelo endereço eletrônico apresentador@marciotrevisan.com.br