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Diniz chama Endrick e mostra a coragem que faltou a Abel


Fernando Diniz começa a se livrar das amarras de Tite. Não que o ex-técnico da Seleção Brasileira e atual comandante do Flamengo impusesse algo, obrigasse que Diniz fizesse exatamente o que ele fez em sua longa passagem, de duas copas, pela vede e amarela.

Que, aliás, foi um fracasso.

Não, nada disso.

Mas o fato é que, por motivos que talvez Freud explique, Fernando Diniz, psicólogo formado que é, embora não exerça e nunca tenha exercido, na prática, a profissão, fez questão de seguir o caminho trilhado por Tite nas primeiras convocações que fez como treinador (interino?) da seleção.

Fez um copia e cola das manjadas listas de Tite. E escalou jogadores que o torcedor brasileiro não aguentava mais ver em campo.

Exemplo?

Richarlyson.

Ver o “pombo” em campo pela seleção provocava urticária em quem entende pelo menos um pouquinho de futebol.

Pois que Fernando Diniz divulgou nesta segunda-feira a lista de convocados para os jogos com a Colômbia e Argentina e o “pombo” é a agradável ausência.

Fernando Diniz, com moral lá em cima por causa do título da Copa Libertadores da América que conquistou com o Fluminense, no sábado, ousou mais e convocou o menino Endrick.

Diniz fez o que Abel Ferreira, treinador do Palmeiras, não teve coragem de fazer. Afinal, o Palmeiras foi eliminado pelo Boca Juniors da Libertadores, com o Abel insistindo em deixar Endrick no banco de reservas.

Só depois de ser eliminado no Allianz Parque pelos argentinos é que Abel resolveu colocar o garoto para jogar.

E aí foi o que se viu.

Endrick foi o grande destaque do Palmeiras na vitória por 4 a 3 contra o Botafogo, ao marcar dois gols, após o time palmeirense ir para o vestiário perdendo por 3 a 0, e voltou a brilhar na vitória por 1 a 0 sobre o Athletico Paranaense, gol dele.

Convocar Endrick para a Seleção Brasileira é um ato de coragem de Fernando Diniz.

Coragem que faltou a Abel Ferreira quando o Palmeiras mais precisou de ousadia nos duelos contra o Boca Juniors.


Wladimir Miranda cobriu duas copas do mundo (90 e 98). Trabalhou nos jornais Gazeta Esportiva, Diário Popular, Jornal da Tarde, Diário do Comércio e também na Agência Estado. Iniciou no jornalismo na Rádio Gazeta. Trabalhou também na TVS, atual SBT. Escreveu dois livros,de grande aceitação no mercado editorial: O artilheiro indomável, as incríveis histórias de Serginho Chulapa e Esconderijos do futebol.

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