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DILEMA NO INTER DE COUDET


O Internacional arrancou bem no Campeonato Brasileiro, porém bastou um jogo mais equilibrado e ficou exposta a fragilidade do time. O treinador argentino Eduardo Coudet ( Foto – Divulgação ) sofre com a tática do cobertor curto. Pensa no meio campo mais criativo e sofre sem proteção defensiva. Musto, volante argentino, como terceiro zagueiro, puxa o cobertor para traz. Lindoso, volante brasileiro, faz a bola sair melhor e puxa o cobertor para frente. Ajustar esse cobertor não vai ser fácil.


O treinador quando pensou no time com laterais como alas, imaginou três zagueiros. Musto era a melhor opção. Cobre a zaga, mas tem dificuldade em fazer a saída de bola. O castelo desmoronou com a saída de Bruno Fucks. A negociação do zagueiro quebrou a parede com Victor Cuesta. Contra o Fluminense, o setor fez água e vazou dois gols para o adversário. No primeiro, Cuesta perdeu o tempo da bola e fez pênalti bobo. No segundo, o bobo foi o zagueiro Zé Gabriel ao abrir o braço na área em bola cruzada. Os erros na zaga foram fruto do pânico. Uma dupla de zagueiros sem entendimento e sem cobertura, comete erros.


A aposta em Lucas Ribeiro, zagueiro brasileiro que chega por empréstimo do Hoffenheim, ou Rodrigo Moledo, mais experiente, são paliativos. Sem um volante para a cobertura dos avanços dos laterais, vai ficar um buraco perigoso. O dilema do cobertor curto pode implodir o que pensou Coudet para o lado ofensivo da equipe. Ele precisa dos laterais para fazer a bola chegar em Guerrero. Joga com um volante zagueiro ou muda todo o perfil do time. Precisa encontrar a solução rápido. A Libertadores vai voltar e com ela o Grêmio. Mais uma derrota no Grenal e Coudet perde o emprego.