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Deu pra ti


Deu pra ti. Gosto muito da pessoa Tite e do trabalho dele como treinador de futebol. No entanto, é preciso ser crítico quando as coisas não estão dando certo. Tite ( Foto – Divulgação ) erra como todos nós e o momento não é bom à frente da seleção brasileira. São vários os fatos que merecem reflexão no trabalho dele na seleção brasileira. Para ser justo com o “amigo” Tite, é necessário ser justo com os demais treinadores. Pau que bate em Chico, bate em Francisco, diz o ditado popular.


Futebol é resultado e o momento é ruim. Cinco jogos pós Copa América sem vencer. Perdemos para Perú e Argentina. Empatamos com Colômbia, Senegal e Nigéria. Exceção para a Argentina, adversários frágeis pelo tamanho da seleção brasileira. Um ou dois tropeços, faz parte do jogo. Cinco e sem jogar bem, vira problema grave. Tite fez ótima Eliminatória, uma Copa do Mundo mediana e ganhou a Copa América, em casa. Leve em consideração que na Copa América, o único jogo bom, foi a vitória diante da Argentina. Empatamos com Venezuela e Paraguai. A final foi contra o Perú, adversário goleado na primeira fase. Foi ótimo vencer, mas teve sabor de obrigação. O time que encantou nas Eliminatórias, foi perdendo o brilho.


Tite que começou ousado, apostando em Gabriel Jesus no ataque, foi ficando conservador. Rodrygo, o Gabriel Jesus da vez, não teve o mesmo espaço na seleção. Richarlison, achado de Tite, perdeu vaga para a volta de Neymar. As substituições na equipe durante os jogos também refletem a situação. Sai seis, entra meia dúzia e o conservador Tite não muda o jeito de jogar, nem arrisca como no início de trabalho.


O caso Neymar tem peso. Jogador celebridade, nunca explodiu como melhor do mundo. Hoje, com 27 anos, está longe de ser o craque esperado. Lógico que tem talento, mas não é o fora de série no clube e na seleção. Acumula contusões e polêmicas. Mesmo sem jogar pelo clube, veste camisa titular na seleção e se auto proclama merecedor de regalias. A postura de Tite com Neymar não é a esperada. De alguém que corrige e orienta. Ficou com a imagem de refém de um jogador que pouco produz para a seleção pelo tamanho da expectativa criada.


O discurso cansou. Ficou pastoso e sem razão. Ao explicar Rodrygo na seleção, foi buscar reações além da bola para valorizar o novo rebento. Não faz isso com Neymar. Porém, conservador, colocou o menino no banco para uma adaptação ao ambiente da seleção. Tite precisa atualizar o discurso rebuscado. Transformar em ações o conservadorismo. Voltar a ser ousado e confiante. Vencer, porque futebol é resultado. Volte a ser o Adenor do Corinthians, porque a fila anda e além de Renato Portaluppi, tem Jesus fazendo sucesso no mercado.