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DE LISBOA A FORTALEZA


O Palmeiras tem tudo para terminar 2022 com uma péssima notícia.

A frase que dá o pontapé inicial à coluna desta semana parece absurda. Afinal, pelos lados de Palestra Itália contam-se apenas os dias que faltam para garantir de vez a conquista do 11º título brasileiro, o que o fará com que o clube se isole ainda mais como o maior campeão do futebol nacional (além de mais este Brasileirão, há também quatro Copas do Brasil e uma Copa dos Campeões).

Mas é a pura verdade: ao que tudo indicia, este ano não se encerrará da forma como o palmeirense mais gostaria. E o motivo é simples: ao que tudo indica, o time perderá seu treinador, Abel Ferreira, para a Seleção Brasileira. Sob seu comando, o Verdão conseguiu a quase inacreditável soma de seis conquistas expressivas em apenas dois anos (duas Copas Libertadores da América, uma Copa do Brasil, uma Recopa Sul-Americana, um Campeonato Paulista e o Brasileirão deste ano). Isso sem que leve em conta quatro vices (o do Paulistão, da Recopa da América do Sul e da Supercopa do Brasil, todos em 2021, e do Mundial Interclubes de 2022.

Ainda que a ideia de ter um treinador estrangeiro como sucessor de Tite a partir do ano que vem cause aversão em grande parte dos torcedores e também dos jornalistas esportivos, é inegável que o português tem o melhor currículo dentre todos os treinadores em atividade no País. Ou seja: se for levado em consideração apenas o desempenho das últimas temporadas, simplesmente não há outro nome mais indicado ao cargo de técnico do principal time do mundo – a Seleção Brasileira.

Desta forma, o principal entrave à ida de Abel e de sua comissão à CBF deixa de ser a xenofobia de muitos, mas sim o temperamento dele próprio. Com um comportamento quase sempre muito ruim à beira do gramado e com algumas posturas de soberba e até mesmo de humilhação para com o Brasil e seu povo, o comandante alviverde precisará mudar seu jeito de ser, de pensar e de agir nestes sentidos se quiser contar com um apoio maior do que possui agora, tanto nas arquibancadas quanto na mídia especializada. Difícil? Sem dúvida. Mas nada que um emprego de treinador mais importante do planeta não possa ser capaz de conseguir.

Então, palmeirense, é melhor já ir se acostumando: assim como aconteceu no começo de 1975, quando Oswaldo Brandão, célebre comandante da Segunda Academia que trocou o verde pela “amarelinha”, no início de 2023 seu clube provavelmente terá de ir ao mercado em busca de um novo treinador.

E, pelos lados do Parque Antártica, já há quem diga passagens aéreas foram compradas com destino a uma certa capital nordestina.

­­­­­­­­­Márcio Trevisan é jornalista esportivo há 34 anos. Escritor com cinco livros publicados, começou no extinto jornal A Gazeta Esportiva, onde atuou por 12 anos. Editou várias revistas, esteve à frente de vários sites, fez parte de mesas redondas na TV e foi assessor de Imprensa da S. E. Palmeiras e do SAFESP. Há 17 anos iniciou suas atividades como Apresentador, Mestre de Cerimônias e Celebrante, tendo mais de 450 eventos em seu currículo. Hoje, mantém os sites www.senhorpalmeiras.com.br e www.marciotrevisan.com.br. Contatos diretos com o colunista podem ser feitos pelo endereço eletrônico apresentador@marciotrevisan.com.br



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