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CONFISSÃO


Eu confesso: a gente não se via tanto quanto eu gostaria. Mesmo em tempos cuja distância está a apenas um toque, nosso contato não era tão constante quanto poderia ser.


Eu confesso: eu sempre gostei muito mais dela do que ela de mim. Aliás, pra ser sincero, nem sei se ela um dia gostou de mim de verdade.


Eu confesso: nem sempre a nossa história foi de amor. Houve vezes, e não foram poucas, em que batemos de frente, e pela mesma razão: ficamos em lados opostos em questões que fazem parte do relacionamento de qualquer casal.


Eu confesso: quando isso aconteceu, durou muito pouco. Rapidinho, já fizemos as pazes e o amor voltou a ser o tema único das canções que embalaram o amor que eu sempre senti por ela.


Eu confesso: apesar de sempre poder contar comigo, ela em alguns momentos me decepcionou. É que quem ama sempre espera que a pessoa amada corresponda na mesma intensidade, e neste ponto ela, algumas vezes, deixou a desejar.


Eu confesso: quase sempre que nos encontramos ela me deu, sim, muito prazer. Foram dias e dias de uma paixão avassaladora que nos levou, juntos, ao êxtase.


Eu confesso: justamente por isso, pelos bons momentos terem superado em muito os que não foram, assim, tão bons assim, é que estou arrasado, decepcionado. É que ela, desta vez, me traiu.


Eu confesso: não quis acreditar. E me senti traído quando me avisaram: “Fica esperto que ela vai te passar pra trás”. E o pior é que não deu outra. Aliás, eu mesmo vi – ninguém me contou, não.

Eu confesso: mesmo assim, a falta que ela já me faz é absurda. Dói no coração e, principalmente, dói na alma, porque quando a gente ama acaba perdoando uma vez, e outra, e outra, e outra. Aliás, não fazia tanto tempo assim que eu já a havia perdoado, e de novo vivemos momentos de imensa e recíproca paixão.


Eu confesso: por isso, assim que este rancor passar, vou procurar por ela outra vez – um grande amor não pode simplesmente acabar assim. Nossa história há de continuar. Nossa história vai continuar.


A gente se vê em 2026, Itália!

Márcio Trevisan é jornalista esportivo há 34 anos. Escritor com cinco livros publicados, começou no extinto jornal A Gazeta Esportiva, onde atuou por 12 anos. Editou várias revistas, esteve à frente de vários sites, fez parte de mesas redondas na TV e foi assessor de Imprensa da S. E. Palmeiras e do SAFESP. Há 17 anos iniciou suas atividades como Apresentador, Mestre de Cerimônias e Celebrante, tendo mais de 450 eventos em seu currículo. Hoje, mantém os sites www.senhorpalmeiras.com.br e www.marciotrevisan.com.br. Contatos diretos com o colunista podem ser feitos pelo endereço eletrônico apresentador@marciotrevisan.com.br