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COMEÇOU O BOICOTE AO MUNDIAL DO QATAR POR TRABALHO ESCRAVO E MORTES NAS OBRAS


Olá amigos do Futebol em Rede !


Neste começo de outubro jornais e agências de notícias da Europa anunciaram movimentos que, por violações de direitos humanos no Qatar, irão boicotar a Copa do Mundo que será disputada no final do ano naquele país. Políticos, cidades, empresas, personalidades, federações e confederações de futebol iniciaram esse movimento que tende a crescer cada dia mais.


Cidades da França, entre as quais Paris, Lille, Bordeaux, outras e Estrasburgo, onde está a sede do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, já anunciaram que nas suas praças centrais não irão organizar telões nem “Fan Zones” para que as suas populações acompanhem as transmissões dos jogos.


Justificam que “seria difícil ter uma festa, esquecendo os cadáveres e a situação humanitária em que viveram os mais de milhares de trabalhadores que para lá migraram para as construções dos estádios e outras obras ligadas ao Mundial.


O movimento cresceu e cresce cada dia mais. Outras cidades da Europa já estão aderindo com a aprovação de políticos importantes e influentes.


O jornal francês Le Quotidien anunciou em matéria de capa que não enviará seus profissionais ao local de Copa, apesar de ser essa a principal competição do nosso Planeta.


Cantoná, ex-jogador da França incentiva outros ex-atletas ao boicote. Kimmich que foi jogador da Alemanha concorda e apoia esses protestos. Todavia,, declarou que essa pressão deveria ter acontecido em 2010, quando o Congresso da FIFA escolheu o Qatar para sediar o Mundial deste ano.


Entre as argumentações gerais desse protesto está a denúncia de corrupção para essa aprovação e de “trabalho escravo” nesse país. Ao crescente noticiário falando de mortes de trabalhadores nessas obras, argumentam que a FIFA deveria ter reconsiderado a decisão e ter mudado o local da Copa.


Gianni Infantino presidente da FIFA semana passada defendeu, em um evento em Genebra, que o torneio irá gerar oportunidades e que mais de 2 milhões de turistas desembarcarão no País.

Todavia, há dez anos atrás a Anistia Internacional e a Human Rights (Direitos Humanos) alertaram sobre denúncias de trabalhos forçados e condições de vida insalubres aos operários.

O jornal inglês The Guardian denunciou que pelos seis mil e setecentos trabalhadores migrantes da Índia, Nepal e Filipinas tinham morrido nessas obras entre 2010 e 2020. Números, é claro, que foram rejeitados pelos organizadores.


A Federação da Dinamarca, nesta semana, anunciou que as famílias dos seus jogadores não irão ao Qatar.


Semana passada a Hummel, empresa que fornece os uniformes da seleção dinamarquesa, fêz um protesto contra a violação dos “direitos humanos”. Um dos uniformes será totalmente negro em luto às vítimas.


Certamente o próximo mundial dará muito assunto e “pano pra manga”.


Isso se o rigor das suas leis, usos e costumes não forem “amenizados” (digamos assim).

No último mundial de clubes, o da decepção da participação do Palmeiras, com muitos brasileiros indo ao Qatar, tudo correu bem. Conversei com vários palmeirense que lá estiveram (entre os quais meu filho e meu neto) e todos voltaram encantados.


Comparar o mundial de clubes, com o mundial de seleções não dá. Este é muito maior e o número de turistas incalculável. Muito superior.


Nas 12 Copas que acompanhei, os comportamentos de torcedores são bastante diferentes. Bebedeiras incríveis acabam em pancadarias e exageros; “profissionais do sexo”, brigas, cambistas batedores de carteiras. Tem de tudo.


Que Alá proteja a todos são os nossos votos e as nossas orações.


E que o sonhado HEXA aconteça. O nosso PENTA já tem 20 anos, faz tempo, né?


Um abraço.

Lucas Neto



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