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CLUBES X ORGANIZADAS

Olá amigos


Abordar o tema “TORCIDAS ORGANIZADAS” é complexo, negativo, positivo, delicado, triste, alegre, perigoso ... é igual aqui no Brasil e em todos os países onde elas existem. Acho até que estão em todos os esportes coletivos, até nos individuais.

Na cobertura de Mundiais, campeonatos, torneios em vários países, excursões, jogos amistosos e partidas oficiais por aqui, me encantei com as torcidas organizadas, as suas criatividades, coreografias, seus costumes, seus cantos e suas músicas. Bandas, fanfarras, chefes delas parecendo maestros regendo grandes orquestras. Espetáculos inesquecíveis, as bandeiras, as faixas, papéis picados... tudo lindo. Brigas? Muitas. Algumas individuais, outras de bandos, várias contra policiais e vice-versa. Brigas de ingleses, alemães, holandeses, italianos, espanhóis também são violentas e famosas.

Ainda garoto de calças curtas, no começo da década de 40, vi no Pacaembu a Torcida Organizada do São Paulo FC, que era comandada pelo Manoel Raimundo Paes de Almeida com torcedores uniformizados e uma bandinha animada. Bandinhas quase todos os grandes tinham e sempre uniformizadas com as camisas dos seus times.

Brigas aconteciam, é claro. Mas na base do um contra um, dois contra dois, um grupinho contra outro e a turma “deixa-disso” separava ou a Polícia resolvia levando os briguentos para o “xadrez” que existia em quase todos os estádios ou nas salas que eram improvisadas para as “ocorrências policiais”. Até isso era romântico. Já repórter, era muito engraçado ver a “dura” que os delegados davam nos briguentos que lá ficavam de castigo até o jogo acabar.

Na PAIXÃO PELO FUTEBOL, aos poucos os torcedores foram se agrupando, crescendo, crescendo e assim deram origem às “ORGANIZADAS”, que alguns clubes têm até mais de uma. Daí nova complicação: A RIVALIDADE ENTRE ELAS causa brigas e até ligações políticas com grupos, alas diretivas nas próprias agremiações e até na política das cidades e estados.

Na atualidade, infelizmente, as dos grandes clubes têm torcedores, uma maioria jovem, que descambaram para a briga e para a “guerra”. Marcam encontros nos caminhos para os estádios ou cercanias para se agredirem, se atacarem e até se matarem. São comuns emboscadas entre si, ônibus das adversárias e mesmo os das delegações dos times a caminho dos estádios. Aos clubes, prejuízos com as pichações, depredações; danos em imóveis os mais diversos por onde passam ou nas praças de guerra onde se atacam. Ao futebol, o pior já aconteceu: JOGOS SÓ COM A TORCIDA DO MANDANTE NOS ESTÁDIOS.

Agora, finalmente, acendeu-se uma luz no fim do túnel.

Nesta semana diretores da GAVIÕES DA FIEL se reuniram no Parque São Jorge com o presidente do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, o diretor financeiro Wesley Melo, os gerentes do futebol de base Alessandro Nunes e Alex Meschini.

Importantes assuntos foram tratados: situação financeira do clube, que é terrível e assustadora; departamento de futebol de base; projetos futuros; direito a voto do Fiel Torcedor; e a possibilidade da ajuda da torcida do Corinthians para resolver a atual situação do Corinthians; e também a atual situação do time de futebol.

Em nota à imprensa, a diretoria da Gaviões confirmou que através de Live com data ainda a ser definida as respostas da direção corintiana serão levadas aos torcedores.

Esse é um bom caminho. Tomará dê certo e que sirva de exemplo para outras torcidas e outros clubes.

A todos os nossos amigos, uma Boa Páscoa. Cuidem-se e protejam-se.

Um abraço.

Lucas Neto