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CENI, CARA FECHADA E TRISTE NÃO AJUDA

Olá amigos.



Contra o Santo André, no Morumbi, a vitória do São Paulo por 1 x 0, gol de Marquinhos, aos 45 minutos do segundo tempo, foi o primeiro triunfo do tricolor no Paulistão. Vitória na bacia das almas.


Até esse lance final, que pode ter mudado as coisas no tricolor, o time estava nervoso, errando passes, jogadas desperdiçadas e quase sem molestar o adversário. Aliás, passando a partida na peneira, o Santo André desperdiçou várias oportunidades de marcar gol. Se um golzinho tivesse saído, uma catástrofe teria acontecido.


A torcida já estava impaciente, vaiando, xingando ... depois voltava a incentivar tentando ajudar e cumprir o seu papel. Assim, quando Marquinhos marcou o gol, as nuvens negras se dissiparam e aplausos que estavam presos, renasceram. E, até o encerramento da partida, viraram incentivos e primeiros apoios ao técnico Rogério Ceni.


Fim da partida, no seu alívio os torcedores cresceram no apoio ao técnico e ídolo eterno na história do clube. Aí, justifico o título do comentário: CENI, CARA FECHADA E TRISTE NÃO AJUDA.



Desde o início do Paulistão deste ano, a cara do treinador sempre fechada, triste, cabeça baixa e raros momentos de semblante desanuviados. Mão no bolso, momentos de descontentamento com a arbitragem, alguns trejeitos de desaprovação com a arbitragem ou erros cometidos por seus jogadores na hora de atacar ou defender.



À saída de campo, a manifestação da torcida a seu favor, gritando o seu nome – praticamente pedindo um FICA ROGÉRIO – certamente influenciou a sua entrevista – que é obrigatória – ao final de cada partida. Nela, Ceni foi franco como sempre. Falou do descontentamento de como as coisas mudaram no tricolor. Piscina vazia, horários, problemas no Departamento Médico. Foi um desabafo. Inteligente, de um modo figurado, podemos dizer que, como batia pênaltis quando jogador, colocou a bola na marca e mandou ver. Abriu e se abriu.


Tendência, então, é de que as coisas recoloquem o futebol tricolor nos trilhos. Para que isso aconteça o caminho está mais fácil. É só voltar ao que era antes, aquele São Paulo dos tempos dele jogador, do Muricy treinador – hoje coordenador – e de todos remarem no mesmo sentido, na mesma direção, cada um cumprindo com alegria e profissionalismo a sua função.


Essa vitória sofrida, 1 x 0 contra o Santo André, no último minuto do 2° tempo pode ter sido o detonador de um São Paulo que está irreconhecível, dentro e fora de campo.


E, sem dúvida, um golaço a volta do Dr. Turíbio Leite de Barros para comandar o Departamento de Fisiologia do São Paulo. O Dr. Turíbio é professor e um dos orgulhos da Medicina Brasileira e mais um coração tricolor para ajudar nessa retomada.


Um abraço.

Lucas Neto