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CBF quer acabar com a grossura do nosso VAR usando a grossura do VAR inglês



Wilson Luiz Seneme sabe que tem que tomar uma providência rápida. O VAR no Brasil está ficando ridículo e caiu no descrédito. A ferramenta, que veio para evitar maiores injustiças, tem se demonstrado ineficaz em várias situações. E pior, nota-se que os critérios não existem e cada um na cabine faz o que bem entende atrapalhando o árbitro de campo quando a missão era ajuda-lo a apitar melhor.



O VAR no Brasil inventa pênaltis e impedimentos sem a maior cerimônia. Fica difícil porque nota-se que os árbitros parecem desconhecer o básico da regra. Eu sei que não dá para exigir critérios iguais de pessoas diferentes, mas é preciso buscar uma harmonização maior. É preciso explicar até didaticamente aos jogadores, técnicos, árbitros, auxiliares, comentaristas e principalmente ao torcedor o que é pênalti e impedimento com essa nova ferramenta.



Está uma grande confusão gerando várias aberrações. Com o advento das Redes Sociais então a coisa só aumentou. Todo torcedor acha que se a bola bater na mão em qualquer circunstância é falta e não é isso que manda a lei. A interpretação ainda existe, mas ela também precisa ser mais unificada para diminuir exageros para mais ou para menos.



O VAR no Brasil é único. No mundo é difícil encontrar outro com tantos erros de interpretação e tanto tempo para se chegar à conclusão de algumas jogadas e até para usar as linhas entre os jogadores de ataque e defesa no impedimento. É muita intervenção sem sentido por jogadas que só se tornam graves na câmera Lenta, o que falseia a realidade. O jogo é jogado em ritmo natural e aí é que se tem que observar as situações. O mesmo se dá com uma foto. Que ela seja usada para ilustrar uma matéria, tudo bem, mas não pode ser conclusiva para definir situações.



A Premier League, que hoje é considerado o melhor Campeonato Nacional do Mundo, resolveu em grande parte o problema do impedimento milimétrico. Aquele que só o VAR brasileiro gosta de ver, o impedimento por uma unha, por uma pinta no nariz, por um ombro mais largo e por aí vai. Os ingleses simplificaram. Engrossaram as linhas para definir esse tipo de jogada. Se estiver dentro da linha a jogada é legal. Acho certo e acaba com a discussão . É uma boa adaptação para essa nova ferramente do futebol.



Seneme, que é o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, parece que gostou da ideia e quer implanta-la aqui assim que possível. Mas no Brasil até o possível é mais demorado. Provavelmente só vai acontecer no ano que vem quando as nossas linhas serão engrossadas para evitar na verdade a tragédia e a grossura do nosso VAR.



Até lá os atacantes grandões e com pés grandes que se cuidem porque mesmo na mesma linha do defensor o bico da chuteira poderá coloca-lo em impedimento. A continuar dessa maneira, os técnicos terão que se preocupar com o tamanho do nariz e dos pés dos seus jogadores. E se um zagueiro tiver um pé grande também pode colocar o atacante em condição de jogo. Uma outra coisa que o VAR brasileiro precisa aprender urgentemente. Ombro não é braço e muito menos mão. Se a bola bater no ombro pode deixar o jogo seguir. Combinado?



Em Tempo: Depois de tudo isso que foi dito é bom dizer que o Brasil deixou de formar novos árbitros de qualidade. Tem muita quantidade e com tantas divisões para preencher falta gente do ofício. Devia haver também árbitro e assistente só para o VAR. Esse negócio de um dia apitar no campo e outro dia na cabine me parece que causa mais confusão do que solução. Sem falar que quando o árbitro é alguém mais experiente e com mais nome, via de regra, ele quer mandar no cara do campo. O inverso também é verdadeiro. Há também aquela situação em que o VAR tem medo de interferir porque o árbitro de campo é mais famoso, ou mais importante, do que quem está na cabine. Tudo isso tem que ser corrigido urgentemente. Ao trabalho, Seneme.



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