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  • Foto do escritorFutebol em Rede

Capítulo 4: 2006, a Copa sem volta e as flatulências que abalaram a Alemanha.


É ano de Copa e então vou escrevendo algumas histórias sobre nossa cobertura na Alemanha-2006. Já teve o primeiro capítulo com as "trapalhadas" na ida e o segundo com a caça a Bilardo, técnico campeão do Mundo pela Argentina, em 1986, que fugia da gente como o diabo da cruz porque o seu cachê sumiu na mão de alguém do seu staff. Ele achava que o calote era da gente. mas não era. No último capítulo você também ficou sabendo como foi conviver com a morte do humorista Bussunda em plena Copa do Mundo. Até novembro outras Copas também entrarão no nosso Radar e continuo desfilando histórias por aqui. Tudo baseado em fatos reais.



Numa final de tarde com sol, em Munique, eu e o Rogério Assis, resolvemos ir ao Supermercado, ou coisa que o valha em alemão. Lá fomos nós. Tinha um pertinho do Centro de Imprensa. A gente queria comprar água sem gás. No hotel só tinha gaseificada e os caipiras (Um de Piracicaba e outro de Votuporanga) não são dados a essas coisas. Querem água pura e acabou. Senão é melhor tomar cerveja ou vinho.



Como o nosso alemão era brilhante, entendíamos quase tudo, só que não, o Rogério no melhor modelo "jeitinho brasileiro" ia abrindo as garrafas para saber se tinha gás ou não. Se fizesse xiiiiiiiiiis tinha e ele dizia: "Essa, não. Vamos para o próximo corredor". O deixei nessa "missão" em busca d'água e fui em busca de alguma coisa para comer mais tarde e bateria para o meu gravador.



Rogério é um cara alto e se sobressaia acima das gôndolas do mercado. Dava para ver aquele "pescocinho" de qualquer ponto do estabelecimento. E ele ficava para lá e para cá mexendo nas garrafinhas de água. De repente começou uma gritaria e possivelmente muitos xingamentos em alemão. Dava para ver que não era algo normal.



O que que aconteceu? Aconteceu que o nosso grande narrador, grande em talento e tamanho, estava mexendo em pé lá nas prateleiras de cima e não viu uma senhorinha abaixada ao lado dele pegando um produto na prateleira mais baixa. Seu rosto estava na direção da bunda do Canhão, que soltou uma bufa fedorenta na cara da mulher. Pegou em cheio. Deve ter cheirado de primeira todos os chucrutes e etc. da véspera. Foi mortal. Imagine se ele tomasse água com gás.



Meu Deus do Céu. Pânico no Supermercado. A mulher gritava e apontava para o Rogério Assis, que se fingia de sonso. Daí ele veio para o meu lado: "Vamos embora, Lula, vamos embora". E eu: "O que houve?". Chorei de rir com sua resposta e os alemães ficaram mais indignados ainda. A senhorinha também. Deve ter xingado minha mãe por tabela por rir da situação. "Vamos embora, Lula. Peidei na cara da véia. Ela quer me matar".



Conclusão: Saímos sem comprar nada e com todos apontando para nós. Opa, para nós, não. Para ele. Não entendia o que falavam, mas não devia ser coisa boa. Melhor não saber. Ia feder. O fato é que toda vez que precisávamos de alguma coisa a gente ia num mercadinho mais longe onde ninguém sabia das flatulências "Rogerianas". Aprendemos que deixar água mineral com gás aberta, o gás vai embora depois de um tempo e dá até para tomar. Foi uma boa e barata solução no hotel mesmo.



É, amigo. Pensa que Copa só tem futebol? As histórias paralelas são as engraçadas e vou contando em doses homeopáticas antes que algum amigo me interdite. Tudo baseado em fatos reais. Eu garanto.





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