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CAMPO X BASTIDORES


O Santos perdeu para o Fluminense no Maracanã, 3 a 1. Derrota justa, placar nem tanto. O resultado deveria fazer o clube lamber feridas, reconhecer erros, eles acontecem, e limitações. Foi o que Cuca fez pós jogo. Não gostou da arbitragem de Daronco. Tem o direito de reclamar, mas reconheceu que o time não merecia vencer. Já a direção do clube preferiu bravatas após a partida. Orlando Rollo ( Foto – Divulgação ), presidente interino, ameaça ir na CBF e fala em buscar direitos.


É incrível como as coisas destoam no Santos. O ótimo trabalho de Cuca é bem diferente da ferocidade em cometer desatinos da direção do clube. Orlando Rollo é o mesmo dirigente que inventou a volta de Robinho, trouxe para o clube reações negativas, perdeu patrocinador com a ideia e se diz incapaz de julgar seu ídolo. Porém, vira justiceiro para os erros do árbitro no jogo e clama por justiça. É o mesmo dirigente que anuncia venda de Soteldo antes da hora e é obrigado a devolver o jogador ao Huachipato por dívidas. O dirigente que me perdoe, mas faria melhor ao clube se aprendesse a trabalhar na limitação com a mesma eficiência de Cuca e evitasse holofotes.


Daronco pode não ter feito uma boa arbitragem, concordo. Porém, não foi o árbitro que impôs a derrota no Maracanã. Os planos de Cuca não deram certo. Três zagueiros, Felipe Jonathan fechando pelo meio para ajudar na armação e Marinho centralizado, não deu certo. Para piorar o time tomou dois gols de cabeça de zagueiros adversários, em bolas rebatidas dentro da área. O Santos falhou bem mais do que a arbitragem. Sim, pode contestar a anulação de um gol, foi lance interpretativo. Jogar no árbitro a responsabilidade pela derrota é jogar para a torcida e esconder seus erros. Cuca reclamou, mas não fez isso. A diretoria continua sendo o principal adversário do bom Santos que Cuca consegue colocar em campo.