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  • Foto do escritorFutebol em Rede

BONITINHO E IMPRODUTIVO


A seleção espanhola comandada por Luis Henrique ( Foto/Crédito – El Pais ) deixou um legado na Copa do Mundo. Foi o sepultamento do famoso TIC-TACA, tradicional estilo de jogo espanhol que ganhou fama com o Barcelona e com o título da Espanha em 2010. No Brasil, o principal adepto da posse de bola e do controle total de jogo é o Dinizismo (Fernando Diniz). Um estilo de jogo que para ser eficiente, precisa de um elenco acima da média.


No primeiro jogo da Copa, os olhos brilharam, com uma implacável goleada em Coata Rica, 7 a zero, com o adversário nem vendo a cor da bola. Porém, o castelo desmoronou contra Marrocos nas oitavas de final. O motivo, a posse de bola e o controle do jogo anularam a iniciativa de ataque ao gol adversário. A segurança da posse de bola inibiu um elenco com muitos jovens no ataque.


Essa era a maior crítica da seleção antes da Copa. Um time que controlava o jogo e não agredia ninguém. O defeito foi crescendo jogo a jogo e na hora da decisão, revelou ser a Espanha de Luiz Henrique, uma equipe inofensiva. Jovens promissores como Gavi, Pedri e Dani Olmo, ficaram pelo caminho. Asensio, um pé de coelho no Real Madrid e Morata, mais criticado do que aclamado, não resolveram no ataque.


Busquets e Alba, jogadores consagrados pelo TIC-TACA do Barcelona e até da seleção de 2010, encerram seu ciclo. Fica a lição, a Espanha em crise de 2018, fez o mesmo papel da seleção de 2022, terminou nas Oitavas de Final. Sem jogadores acima da média como em 2010, a mágica espanhola vira um sério defeito. O TIC-TACA revelou-se um esquema bonitinho e, na prática, improdutivo. Sem o GOL, não há vitória. Pouco importa quem fique com a bola por mais tempo durante uma partida de futebol.



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