• Futebol em Rede

Bom mesmo é o Flamengo

O Flamengo voltou a ganhar de todo mundo de goleada e já começaram aquelas perguntas de praxe: "Renato é melhor que Jorge Jesus? Vai superar o português? Ou algo nessa linha. Lembro de quando o Flamengo ganhou a Libertadores com Jorge Jesus a pergunta era: "Esse Flamengo é melhor que o time de Zico na década de 80?". Com a derrota para o Liverpool isso caiu um pouco no esquecimento.



Ainda há poucos dias no Futebol em Rede Entrevista (Youtube.com/Futebolemrede) conversamos com Rondinelli (https://youtu.be/UkOz5v8OEtk) e também com Baroninho (https://youtu.be/dm04t5SsWzE), que são daquela época. Ambos chegaram à conclusão que pelo menos Raul, Leandro, Mozer, Junior, Adilio, Andrade, Tita e principalmente Zico teriam lugar nesse time atual. Bom, acho que acabou a discussão, não é? Mas ela sempre volta de uma maneira ou de outra.



Vocês notaram que nesse grande time de 80, o maior da história do Flamengo, não citamos o técnico que era Paulo César Carpegianni, que foi tão bom jogador, que também hoje jogaria no time atual do Flamengo com sobras. Pelo menos eu vejo assim.



Hoje na questão dos técnicos eu responderiam assim: Nem Jesus, nem Dome, nem Ceni e nem Renato, o bom mesmo é o Flamengo. Não fosse o grande elenco do Flamengo nada aconteceria por melhor que fosse o técnico. Jorge Jesus já provou isso antes quando era um técnico apenas de segundo escalão na Europa e na sua volta agora ao Benfica, Dome não conta, continua sendo apenas o auxiliar de Guardiola, Ceni jamais teria sido campeão brasileiro no ano passado se continuasse no Fortaleza e Renato nos últimos dois anos tomou uma surra atrás da outra dirigindo o Grêmio. Vai dizer que ele melhorou tanto em alguns meses? É o mesmo treinador só com melhores jogadores à sua disposição.



Então, como diria Pedro Pedreira da Escolinha do Professor Raimundo, não me venham com "Chorumelas". O bom é o Flamengo. Quem dirigir o Flamengo vai aparecer mais e terá mais chances de conquistar títulos que os outros. Técnico bom é aquele que usa os jogadores nas suas melhores características e não atrapalha o time. Tem muitos que mais atrapalham que ajudam.



Amigo, a bola vem da direita, da esquerda, pelo meio, por baixo ou por cima. São 5 maneiras básicas de chegar ao gol adversário e em cima disso você monta seu esquema com os jogadores que tem no elenco. Se tiver grande qualidade técnica você entra tocando, se tiver um bom lançador vale a bola longa, se tiver um homem veloz pode jogar no contra-ataque e assim por diante.



O futebol em termos de esportes é o complicado mais simples que existe. Estamos elevando os técnicos a uma posição mais alta do que merecem. Quem joga é o jogador, quem decide é o jogador, quem ganha jogo é o jogador. Estão superdimensionando o trabalhos dos treinadores que são apenas supervisores do jogo e olhe lá. Cilinho, que era genial, dizia: "Meu time tem 50 jogadas ensaiadas. Qualquer domingo eu fico em casa e deixo os jogadores resolver com o que treinaram durante a semana". Exagero, é claro, não tinha 50 jogadas ensaiadas, mas tinha muitas que davam trabalho ao adversário,.



No entanto, Cilinho na sua sábia simplicidade estava correto. O técnico serve mais no treino do que no jogo. Poucos tem a percepção para mudar na hora que a bola está rolando. Fazem sempre o mais óbvio possível. Até as mudanças já vem treinadas por eles. Poucos sacam de

última hora qualquer coisa diferente. Talvez até porque os esquemas estejam esgotados e não tenham mais novidade mesmo. Ou são medrosos. É o que penso.