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  • Foto do escritorFutebol em Rede

Até Abel Ferreira começa a exigir reforços


Bastou um empate contra o São Paulo, sim, contra o São Paulo, não foi contra o

Mirandópolis Futebol Clube, para que alguns “torcedores” do Palmeiras

pichassem o entorno do Allianz Parque na noite de domingo, logo após o 0 a 0 com o

Tricolor, no primeiro clássico de 2023, pelo Campeonato Paulista.


Eles, os “torcedores”, sim com as devidas aspas, pois que certamente pertencem à

organizada “Mancha Alviverde”, que entrou em litígio com o clube, exigem

contratações.


O motivo da discórdia com a direção palmeirense é a recusa da presidente

palmeirense, Leila Pereira, de financiar o desfile carnavalesco da referida torcida

organizada.


O financiamento era feito graças às benesses da Lei Rouanet, criada por Sérgio

Paulo Rouanet, quando era Secretário de Cultura da Presidência da República em

1991, ainda na gestão de Fernando Collor de Mello, como forma de viabilizar projetos

culturais a partir da renúncia ou incentivo fiscal.


Sem o dinheiro da “Tia” Leila, como a presidente do Palmeiras é tratada pela

comunidade do futebol, muitas vezes de maneira pejorativa, integrantes da

organizada ficaram irritados e picharam frases como “blogueirinha”, “Diretora

fraca”, “Leila cumpra promessas” e “queremos jogadores” nos muros do

Allianz Parque.


Muito embora a autoria da pichação não tenha sido reivindicada, os sinais são

evidentes de que os autores da sujeira pertencem à organizada.


Quem mais, com o mínimo de discernimento e a necessidade de trabalhar

na segunda-feira, iria perder o valioso tempo para sujar o patrimônio alheio?


Na realidade, não são somente os integrantes de organizadas, portanto,

“torcedores” profissionais, que acreditavam que, no poder, Leila Pereira

iria colocar o dinheiro de suas empresas, a Crefisa e a FAM, na contratação de

jogadores.


Pura ilusão.


A Crefisa e a FAM, que desembolsam em torno de Cr$ 120 milhões por ano no

futebol do Palmeiras, como patrocínio, resolveram fechar a torneira de gastos

assim que Leila Pereira assumiu a presidência do clube. Na gestão de Alexandre Matos como

diretor remunerado de futebol, quase todos os dias o Palmeiras apresentava um

reforço.


Os tempos agora são outros.


O Palmeiras agora é um clube formador.


O investimento feito nas categorias de base deu excelentes resultados.

Gabriel Jesus, Gabriel Menino, Danilo, e, principalmente, Endrick, já negociado com

o Real Madrid, por R$ 411 milhões, foram revelados em casa.


É improvável que Lei Pereira faça grandes investimentos na contratação de estrelas.

Mendieta e “Flaco” Lopez custaram caro e não deram resultado, pelo menos até

agora.


Bruno Tabata, contratado para o lugar de Scarpa, e Rafael Navarro também ainda

não conseguiram brilhar. O problema é que até o técnico Abel Ferreira, que até agora servia de escora para a direção do clube, começa a dar sinais de irritação com a falta de ambição

palmeirense para reforçar a equipe.


Resta saber até quando Leila Pereira vai suportar a pressão.


Wladimir Miranda cobriu duas copas do mundo (90 e 98). Trabalhou nos jornais Gazeta Esportiva, Diário Popular, Jornal da Tarde, Diário do Comércio e também na Agência Estado. Iniciou no jornalismo na Rádio Gazeta. Trabalhou também na TVS, atual SBT. Escreveu dois livros,de grande aceitação no mercado editorial: O artilheiro indomável, as incríveis histórias de Serginho Chulapa e Esconderijos do futebol.

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