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Alerta de tempestade na Vila



Todos os clubes estão surtindo o efeito da pandemia. Cofres vazios, negociações inesperadas e uma retomada sem tempo de respiro para ajustar um calendário comprometido. No Santos a ressaca será maior. Uma tempestade está se aproximando e os efeitos podem ser devastadores. O presidente José Carlos Peres ( Foto – torcedores.com ), em fim de mandato, precisa de uma boia ou corre sério risco de ver afundar sua gestão. Os pedidos de impeachment foram substituídos por pedidos de renúncia. A situação é preocupante.


Dívidas na FIFA já impossibilitam o clube de inscrever jogadores e fazer contratações. As contas do mandatário foram rejeitadas nos dois últimos anos. O clube perdeu jogador sem receber nada em troca e agora ações trabalhistas podem romper mais contratos. A onda está cada vez maior. Em meio ao mar agitado, as reações do presidente Peres são desanimadoras. Parece um “Belo Adormecido” esperando o beijo salvador de um príncipe encantado capaz de tirá-lo do poço sem fundo.


Enquanto a maré da pandemia subia, Peres cortou salários sem acordo com os jogadores. O Sindicato jura que alertou. O presidente se defende afirmando que não cortou empregos. As dívidas cobradas na FIFA ameaçam sansões maiores do que não inscrever jogadores e a resposta é a tentativa de acordo com devedores. Acordos de dívidas julgadas e em via de execução. Jovens deixaram o clube porque não tiveram vínculos renovados. O goleiro Everson e Eduardo Sasha foram para a justiça. Contratos rompidos e contratações erradas aumentam o passivo do clube. Peres parece que não acordou com tempo para salvar o barco santista.


Politicamente o caos também é grande. O Santos tem eleições agendada para dezembro. Peres como sonambulo, chegou a defender adiar as eleições. Jura que não será candidato e vê a cada dia nuvens mais escuras e o tempo passando. Até para fazer dinheiro restam poucas alternativas. Lucas Veríssimo deve deixar o clube por qualquer oferta para salvar o que der nas contas em atraso. O Santos lembra o naufrágio do navio Costa Concordia na região da Toscana em 2012. O barco está adernando e Peres lembra o capitão Schettino, condenado por abandono do navio.