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Além da bola parada no Vasco

A vitória diante do Avaí, 3 a 2, em São Januário pela Copa do Brasil, mereceu mais o sentimento de alivio do que de alegria para a torcida. O Vasco tomou sustos, passou aperto no primeiro tempo e até quando parecia ter o resultado garantido, deixou a desejar. A vitória veio graças as jogadas de bola parada e a eficiência do lateral Danilo Barcelos ( Foto – supervasco.com ), pouco para quem era favorito e jogava diante de seu torcedor. A virtude da bola parada não pode virar defeito no time vascaíno. Os três gols do jogo saíram de bola parada. Um gol de falta direito, outro de falta cobrada pela esquerda e o último de escanteio. O Vasco troca passes, domina parte do jogo, mas é pouco efetivo. Falta movimentação no ataque e criatividade com a bola rolando. Num jogo mais disputado, com o adversário mais preparado, a bola parada favorável ao Vasco pode nem acontecer. Dever de casa para o técnico Alberto Valentim. No setor defensivo o Vasco sofreu apagões e tomou dois gols que poderiam ter efeito mais nocivo ao time. Tomar o segundo gol com a vitória garantida pode ressuscitar o adversário numa disputa de 180 minutos. A principal falha foi desatenção na marcação. Tecnicamente a zaga vascaína não é uma barreira intransponível, atenção faz muita diferença. O Avaí criou mais do que o Vasco com bola rolando. A bola parada fez a diferença, mas é melhor ter algo além da única jogada perigosa para apresentar no futuro.

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