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Agora é pensar no futuro



Infelizmente, o Brasil não conseguiu a tão sonhada vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio – 2020 no basquete feminino. O selecionado nacional disputou, no final de semana, em Bourges, na França, o Pré-olímpico Mundial e, em que pese ter se mostrado muito mais preparado do que em ocasiões anteriores, especialmente nos aspectos tático e físico, acabou perdendo os três jogos disputados: Porto Rico (91 a 89), França (89 a 72) e Austrália (86 a 72) e fechou a disputa na quarta colocação do grupo.


Realmente, a derrota inicial para Porto Rico foi uma ducha de agua fria nas pretensões brasileiras, não só por ser o adversário mais equivalente ao time brasileiro, mas pela forma como o jogo se desenvolveu. O Brasil chegou a estar na frente, com vantagem, mas não conseguiu segurar e, no tempo extra, demorou a pontuar; isso foi determinante, mesmo conseguindo se recuperar e perder no finalzinho por uma pequena vantagem.


É incrível, mas a equipe verde e amarela fez dois bons duelos contra nações bem mais talhadas e tradicionais, melhores posicionadas no ranking da Federação Internacional de Basketball (CBB), jogando um bom tempo em igualdade de condições diante da França e quase o tempo todo contra a Austrália, chegando a liderar o marcador neste último confronto. É claro, que o Brasil leva desvantagem nas trocas, pois, o selecionado europeu e o representante da Oceania possuem elencos mais homogêneos, mas isso faz parte do processo de renovação que atual comissão técnica está implementando.


Agora, é pensar na sequência do calendário, que vai culminar nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024. O trabalho desta comissão técnica, encabeçada pelo técnico José Neto, deve ser mantido e a renovação planejada também, pois algumas atletas, por conta da idade, não deverão chegar a competição em território francês, que marca o estágio final do novo ciclo olímpico.

Se eu fizesse parte do departamento de seleções da Confederação Brasileira de Basketball (CBB) pensaria em acoplar um profissional que cuida da área mental, pois aprendi nesses anos de jornalismo, que além dos aspectos táticos, técnicos e físicos, o emocional também precisa ser treinado. E, ficou evidente que a Seleção Brasileira Feminina sofreu bastante neste aspecto, pois não se mostrou emocionalmente preparada para todas as situações do jogo, especialmente as adversas.


Agora, o pensamento tem que ser direcionado para frente, já focar o Campeonato Sul-americano Adulto, que será jogado em maio, funcionando como classificatório para a FIBA AmeriCup de 2021.