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Acabou a moleza na Copa do Brasil

Passar pela Chapecoense em Itaquera com dois gols de diferença para seguir vivo na Copa do Brasil, não exigiu um esforço demasiado do Corinthians. Bastou manter a confiança e a vontade dos jogos finais do Paulista e a vitória veio com naturalidade. Nos momentos de decisão alguns jogadores crescem. Fagner ( Foto – 90mim.com ) mostrou o porque não é esquecido quando surge oportunidade na seleção. É sempre assim no Corinthians. Um rodízio de atuações convincentes. Fulano não vai bem, aparece alguém para chamar a responsabilidade do jogo. É basicamente um futebol solidário. Fagner foi o dono do jogo contra a Chapecoense. Ótimo no apoio, disputou todas as bolas com determinação como numa final de campeonato. Foi o responsável direto pelo segundo gol, o gol da classificação do garoto Matheus Vital. O que impressiona nesse rodízio é que nem sempre só um jogador se destaca. Ralf, implacável e regular na marcação, estava inspirado e fez a assistência do gol de Boselli, além de aparecer no ataque em condições de finalizar de forma surpreendente para o padrão Ralf de qualidade. Fagner e Ralf resolveram o jogo. Sornoza também merece reconhecimento. Não importa se Boselli é o pior dos três atacantes do Corinthians. Nem foi preciso preocupação com metade da defesa ser reserva. O futebol solidário do Corinthians compensa a irregularidade de alguns jogadores. O Corinthians vai bem na Copa do Brasil, mas daqui para frente terá que colocar em prova outra característica da equipe. O time cresce nos grandes jogos e os próximos adversários terão nível melhor. A chance de pegar um grande clássico nas oitavas de final é de 70 %. São Paulo e Palmeiras são rivais que podem aparecer pela frente, depende de sorteio. O torcedor mantém a confiança. O time pode não arrancar aplausos, mas cresce nos jogos de maior interesse. É esperar para ver até onde esse futebol solidário vai levar o Corinthians na Copa do Brasil, acabou a moleza.

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