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ABEL, DIRIJA O TIME, NÃO A ARBITRAGEM!


Olá amigos.

Vocês sabem que sou apaixonado pelo futebol, pelo jornalismo esportivo e arbitragem. É coisa de DNA. Sou filho do Flávio Iazzetti com muito orgulho, que foi jornalista esportivo, um dos fundadores da ACEESP (Associação de Cronistas Esportivo de São Paulo), da qual foi presidente e também tive essa honra de presidi-la na década de 80.

Arbitragem era sua outra paixão. O meu avô, Lucas, apitava jogos de futebol nos campeonatos da ACEA (Associação de Comércio e Esportes Amadores).

Assim o “micróbio da arbitragem” chegou a ele, meu pai, que foi um dos fundadores da Escola de Árbitros da Federação Paulista de Futebol, que hoje leva o seu nome. Em 1947, indicado pela CBD e FPF, foi para a Inglaterra, onde fez o curso (3 meses) de Instrutor de árbitros da FIFA.

Sempre pendurado nele, ainda garoto, cresci no meio do futebol e da arbitragem, desde os tempos da Federação na Av. Ipiranga. Quando a entidade construiu e mudou para Av. Brigadeiro Luiz Antônio, lá foi criada a Escola.

Foi assim que cresci com essa tripla paixão.

É por isso que nesta crônica, que espero seja construtiva, me permito o título acima: “ABEL, DIRIJA O TIME, NÃO A ARBITRAGEM!”

O treinador Abel Ferreira, do Palmeiras, inteligente, polido, educado, competente, perdeu a bússola. Está dentro da área técnica, dirigindo a sua EQUIPA, como dizem os portugueses, mas também querendo dirigir a arbitragem. Reclama junto ao 4º árbitro – aquele que fica entre as duas áreas técnicas – grita com o árbitro da partida, discute e está levando mais cartões amarelos e/ou vermelhos que o Felipe Melo.

Será que não está percebendo que já está marcado pelos árbitros? Vão tomar assinatura com ele. Acho que até já tomaram, pois chega ser acintoso e contumaz.

Na partida contra o Independiente del Valle, numa saída de bola pela lateral, à sua frente (o lateral era mesmo para o Independiente), o jogador pegou a bola dizendo “Mia”. Abel começou a gritar para o árbitro: ‘QUEM APITA? ÉS TU OU ELE ? ÉS TU OU ELE?”. Acertadamente, mais um cartão.

Está mais que na hora do presidente Maurício Galiotte, numa boa, conversar com ele e fazê-lo entender que isso o prejudica e também o Clube.

“Ó gajo, é hora de “SIMANCOL”, né?

Dentro desse tema, sei que se conselho fosse bom a gente vendia, não dava. Permito-me sugerir aos dirigentes de arbitragem da CBF e das Federações, pegarem os teipes dos dois jogos das semifinais da Champions League, Real Madrid 1 x 1 Chelsea e PSG 1 x 2 Manchester City, jogos de ida, e passá-los aos seus árbitros. Atuações perfeitas do holandês Danny Makkelie e do alemão Felix Brych. Show de arbitragem, nos cartões, nas expulsões, no deixar a partida fluir. Os técnicos nos bancos, sem manifestações, e os atletas, mesmo nas poucas contestações, sem exageros e com respeito.

Lembro-me aqui de várias aberturas de cursos da Escola de Árbitros, quando fui convidado para as aulas inaugurais e falar do meu pai, da história da Escola e de uns assuntos que sempre abordei:

1 – Se veio fazer o curso para ganhar dinheiro, desista.

2 – Saiba que todas as vezes que a sua atuação for perfeita você sairá de campo sem nenhum aplauso e sem ter a mamãe ofendida.

3 ­– Lembre-se que você premeditadamente será testado e pressionado. Então, dou-lhes este exemplo: antigamente, no cinema, no namoro, no salão de dança, se tivesse “mão boba”, nada mais acontecia se não fosse permitida, né?

Vocês serão sempre testados e os jogadores só irão até onde permitirem. Como repórter, nos túneis, ouvia sempre técnicos recomendarem: “as primeiras cinco faltas duras do jogo têm de ser contra nós. E vamos pra cima dos árbitros, temos que ganhá-los”.

Um abraço.