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ABANDONO DE COUDET E ABEL BRAGA


O futebol apresenta certas situações que beiram ao inacreditável e fogem por completo da lógica. Eduardo Coudet ( Foto – Divulgação ), treinador argentino, pediu demissão do Internacional, onde era líder do Campeonato Brasileiro, estava nas quartas de final da Copa do Brasil e nas oitavas da Libertadores. Trocou o time brasileiro pelo Celta de Vigo, que luta para não ser rebaixado no Campeonato Espanhol. Uma inexplicável loucura, se não fosse verdade.


Tentar entender o motivo da escolha do argentino é mergulhar em hipóteses. Coudet quando acertou com o time gaúcho, imaginou alto investimento e um elenco para rivalizar com o Flamengo. Essa postura é possível porque o treinador não cansou de pedir reforços e dizer que o elenco Colorado era curto para brigar em três competições por títulos. Chegou a indicar alguns reforços argentinos de alto custo e não conseguiu êxito. Diante dos bons resultados, parece uma postura birrenta.


Ele também pode alegar irritação por não vencer nenhum Grenal e ser cobrado. A cobrança é compreensível. Grenal é como Boca e River ou como Racing e Independiente. Rivalidade que obriga resultados. O ano eleitoral do clube gaúcho pode ter tirado a segurança de Coudet sobre os sonhados reforços. Insegurança, birra e irritação, não justificam a mudança de ares e o silêncio. Ainda mais inexplicável, o Celta de Vigo vai pagar multa de 10 milhões de reais pela liberação do treinador.


Enquanto jogador, Coudet atuou por empréstimo no Celta. Talvez gratidão seria uma justificativa. O time espanhol acena a contratação de Mandzukic. Para quem sonhava alto, ter um reforço veterano para tirar um time de rebaixamento parece ser pouco. O abandono de Coudet merece investigação. O argentino deve ter algum motivo forte para a tomada de decisão ou merece o apelido de louco. Deixou o Internacional numa situação estranha e com aproveitamento de 61% em 46 jogos e nenhuma conquista.


O Internacional chamou pela sexta vez Abel Braga para tentar manter o time no topo. Abel foi campeão da Libertadores e do Mundo pelo clube em 2006. Também venceu o gauchão duas vezes (2008 e 2014). Teve passagem tumultuada pelo Flamengo, com trocas de farpas. Foi o antecessor de Jorge Jesus. Não deu certo no Cruzeiro e no Vasco, seus últimos trabalhos. Clube e treinador irão apostar na tradição para sair do enrosco Eduardo Coudet. Vale a máxima: “Panela velha e que faz comida boa”. Tomara dê certo.