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A PIZZA, O TRÂNSITO, A GAROA E O PASTEL DE FEIRA

Na última quinta-feira, São Paulo esteve de novo em festa.


Afinal, mais uma vez – e pela 377ª vez – Corinthians e Palmeiras estiveram frente a frente, tentando provar um para o outro qual, de fato, é o melhor. E, na verdade, nem importa quem foi melhor ou quem levou a melhor. Desta vez, aliás, nem melhor houve, já que o clássico terminou empatado – 2 a 2. Mas é assim desde 1917, quando teve início esta história. E assim será para sempre, pois eternas serão ambas as equipes e a rivalidade que as manterá vivas.


Olha, que me perdoem os outros grandes, mas clássico, de verdade, é este. E só este. Seja pela eterna disputa, seja pela enormidade de suas torcidas, o fato é que o derby paulistano é a cara de Sampa. Ele é como a pizza meia mozzarella, meia calabresa; é como o engarrafamento a cada início de manhã e a cada fim de tarde (ou, pra ser mais sincero, a qualquer hora do dia); é como a fina garoa que, incrível, insiste em cair ainda hoje, mesmo fora de época; é como o pastel de feira, que só não queima a boca da gente porque é acompanhado de um baita gole de caldo de cana bem gelado. É por isso que afirmo, sem medo de errar, que quando Palmeiras e Corinthians se enfrentam, a única certeza é que viveremos fortes emoções.


Nunca se pode garantir a vitória para nenhum dos lados neste confronto. E quem diz isso não sou eu, mas os números. Vejam: entre janeiro de 1955 e outubro de 1977, período em que os corintianos passaram longe de conquistas importantes, 96 clássicos foram disputados, e em 65 destes (ou 67.7%) o Timão não perdeu. Então os palmeirenses nunca são os favoritos? São, sim: às vezes: de agosto de 1976 a junho de 1993, época de magérrimas vacas para o Verdão, outros 61 derby’s aconteceram, e o Palmeiras não foi derrotado em 41 deles (ou 67.2%). E nem é preciso dizer que ambos os rivais estão praticamente empatados nesta disputa particular, pois as três vitórias a mais que possui o alviverde (133 a 130) significam apenas 0,007% de vantagem.


Isso significa, amigo – seja você palmeirense ou corintiano –, que muitas vezes não importa qual das equipes viva um melhor momento, tenha um time mais forte ou seja a favorita. Porque em se tratando de Corinthians e Palmeiras, uma coisa é certa: por mais que existam diferenças entre ambos, nada é mais igual do que os dois.

­­­­­­­­­Márcio Trevisan é jornalista esportivo há 34 anos. Escritor com cinco livros publicados, começou no extinto jornal A Gazeta Esportiva, onde atuou por 12 anos. Editou várias revistas, esteve à frente de vários sites, fez parte de mesas redondas na TV e foi assessor de Imprensa da S. E. Palmeiras e do SAFESP. Há 17 anos iniciou suas atividades como Apresentador, Mestre de Cerimônias e Celebrante, tendo mais de 450 eventos em seu currículo. Hoje, mantém os sites www.senhorpalmeiras.com.br e www.marciotrevisan.com.br. Contatos diretos com o colunista podem ser feitos pelo endereço eletrônico apresentador@marciotrevisan.com.br



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