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A arrogância do Flamengo está incomodando até os torcedores rubro-negros

A arrogância do Flamengo está incomodando até os torcedores rubro-negros. Quem diria? Hoje conversei com alguns flamenguistas que moram aqui em São Paulo e ninguém acha que o time não será campeão carioca em dois jogos com o Fluminense. A não ser que a diretoria se encarregue de novo de desviar o foco e deixar o jogo em segundo plano como fez nos últimos dias.



A palavra arrogância tem sido a mais usada para determinar as últimas atitudes de Landim e sua turma. Não era hora de certas posições. Essa última de querer tomar na mão grande a transmissão do Fluminense irritou até os próprios torcedores rubro-negros. Os companheiros Livia Nepomuceno e Abel Neto citaram essa situação ontem no programa "Tarde Redonda", da Fox Sports, mostrando que grande porcentagem dos torcedores criticavam os dirigentes nas Redes Sociais.



O Flamengo, um time encantador dentro do campo, perdeu-se fora dele por bobagens, por brigas que pouco acrescentam na sua história e na sua conta. Um time que é praticamente uma Nação com 40 milhões de torcedores não podia virar massa de manobra de um presidente da República para espicaçar uma Rede de Televisão. Mostrou que é volúvel, interesseiro e manobrável. Esqueceu a força que tem. Perdeu o tom.



Está atraindo antipatia gratuita num momento em que a Pandemia devia servir para unir propósitos e não destruir possíveis coesões. Fica difícil defender o guloso Flamengo, que só pensou no seu interesse e deu uma senhora banana para os demais, mas acabou ficando sozinho na estrada.



No Futebol brasileiro, como em tantos outros segmentos nesse país, parece que a ideia mais viva nesses tempos de morte é destruir o adversário, não apenas e tão somente jogar, ganhar ou concorrer com ele. Tornou-se uma carnificina isenta de responsabilidades e o Flamengo foi no embalo. É assim que se destrói a credibilidade e essa é difícil de ganhar depois de perdida. Até mesmo entre sua própria gente.