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É PAU, É PEDRO. E PODE SER O FIM DO CAMINHO.


E nós nem estamos mais em março...

O lamentável episódio envolvendo o, agora, ex-preparador físico do Flamengo/RJ, Pablo Fernández, e o centroavante Pedro, ocorrido nos vestiários do Estádio Independência, em BH, no último sábado, podem ter escancarado uma situação que, dada a excelente fase por que passa a equipe carioca, fez-se mascarada e se tornou despercebida.

Nenhum jogador se nega a participar de um trabalho de aquecimento à toa; da mesma forma, nenhum profissional dá três tapas na cara e, em seguida, desfere um soco na boca de um atleta sem que existam motivos que propiciaram tamanho absurdo.

E, neste caso específico, ambos erraram: o atacante desrespeitou a hierarquia ao não obedecer a ordem que lhe foi imposta por um superior, e o preparador físico perdeu qualquer nesga de razão que pudesse ter ao incorporar o espírito de Carlos Monzón, maior nome do pugilismo argentino em todos os tempos (e que foi condenado a 11 anos de prisão por ter assassinado a mãe de seu filho, em 1988).

A decisão da diretoria flamenguista em demitir Fernández mas manter o restante da Comissão Técnica de Jorge Sampaoli foi tomada em comum acordo com o elenco e serviu para colocar a mais do que necessária água na fervura. Contudo, só será mesmo bafejada por todo o êxito se os resultados continuarem positivos. Qualquer tropeço mais grave, como uma eliminação nas oitavas da Copa Libertadores para o Olímpia/PAR ou nas semifinais da Copa do Brasil para o Grêmio/RS, certamente fará com que o vulcão entre novamente em erupção e cubra, com suas efervescentes lavas, todo o Ninho do Urubu. Para sorte do rubro-negro, estas duas situações são, no mínimo, bastante improváveis.

E ainda há um outro problema: como fica a relação entre Sampaoli e Pedro? O jogador acusa o treinador de ter lhe dado poucas oportunidades e de lhe criticar até mesmo devido à sua crença religiosa, algo que classificou como “violência psicológica”; já o comandante nega qualquer tipo de ação neste sentido e diz que o centroavante recebeu as chances que fez por merecer. E como o chefe é ele...

Como diz um dos versos de “Águas de Março”, icônica canção composta por Tom Jobim e na qual me inspirei para criar o título e o primeiro parágrafo desta coluna, só resta aos mais de 45 milhões de flamenguistas torcerem para que tudo se resolva o mais breve possível, e que toda esta confusão, no fim, sirva apenas para que surja uma nova “promessa de vida no coração” de Pedro e Jorge.

­­­­­­­­­Márcio Trevisan é jornalista esportivo há 34 anos. Escritor com cinco livros publicados, começou no extinto jornal A Gazeta Esportiva, onde atuou por 12 anos. Editou várias revistas, esteve à frente de vários sites, fez parte de mesas redondas na TV e foi assessor de Imprensa da S. E. Palmeiras e do SAFESP. Há 17 anos iniciou suas atividades como Apresentador, Mestre de Cerimônias e Celebrante, tendo mais de 450 eventos em seu currículo. Hoje, mantém os sites www.senhorpalmeiras.com.br e www.marciotrevisan.com.br. Contatos diretos com o colunista podem ser feitos pelo endereço eletrônico apresentador@marciotrevisan.com.br.



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